ASUS TUF Gaming A15 vs Lenovo LOQ: qual notebook gamer de entrada comprar?
No papel, o ASUS TUF Gaming A15 (FA506NCG) e o Lenovo LOQ 15IRX9 são quase o mesmo notebook: os dois são a porta de entrada da marca no mundo gamer, os dois trazem GeForce RTX 3050, tela de 15,6 polegadas Full HD a 144Hz, 16GB de memória e SSD de 512GB, e os dois brigam pela mesma faixa de preço. É o tipo de empate que faz o comprador decidir no olho, e é exatamente aí que a escolha dá errado — porque a semelhança da ficha esconde a diferença que mais importa.
Ela está na placa de vídeo. A RTX 3050 do TUF é a variante de 4GB de VRAM — a memória exclusiva da placa, onde ficam as texturas e os cenários do jogo — rodando com 70 a 75W de potência. A do LOQ é a de 6GB, e roda nos 95W completos que a placa aceita. Em 2026, essa diferença não é detalhe de catálogo: é o que decide se um jogo lançado no ano passado roda liso ou engasga com textura sumindo. E ela não vem sozinha — o LOQ também traz um processador com mais núcleos e uma tela num outro patamar.
O que segura a briga é que o TUF investiu no que cerca a placa. Ele tem o melhor teclado da categoria, um chassi validado em teste militar, mais espaço para expandir memória no futuro e — vale registrar — nenhum histórico do aquecimento anormal que aparece em unidades isoladas do LOQ. O resumo do confronto é esse: o Lenovo é a máquina mais potente e mais completa pelo mesmo dinheiro; o ASUS é a mais bem-acabada e a mais tranquila de conviver. O resto é entender em qual dos dois lados o seu uso cai.
7,1ASUS TUF Gaming A15 é bom? Vale a pena?
É um notebook bem construído e bem resolvido em quase tudo que cerca a placa de vídeo: o Ryzen 7 7445HS é moderno e rápido no que jogo precisa e os 16GB em canal duplo evitam o gargalo que afeta a versão mais barata da mesma máquina.
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7,6Notebook Gamer Lenovo LOQ é bom? Vale a pena?
Um dos pacotes mais bem montados do notebook gamer de entrada no Brasil.
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Análise por critério
Toque para ver o detalhe de cada umLenovo vence em 5 de 8 critérios (1 empate).
Desempenho (processador + RAM)Asus7Lenovo8
Asus
O detalhe que confunde muita gente na hora da compra é que o 7435HS, de nome quase idêntico e comum em máquinas parecidas, tem 8 núcleos, mas é de uma geração anterior: ganha em tarefas que usam todos os núcleos ao mesmo tempo, como renderização e compilação, e perde em resposta e eficiência. Para jogo, que depende mais de núcleo forte do que de muitos núcleos, o 7445HS é a escolha certa. Para quem vai renderizar vídeo o dia inteiro, os 6 núcleos aparecem como limite. A memória é o acerto discreto desta configuração. Os 16GB vêm divididos em dois pentes de 8GB, ou seja, canal duplo de fábrica — algo que a versão de 8GB do mesmo modelo não tem e que se nota principalmente em jogo, onde memória em canal único cobra caro. Somado a um SSD PCIe 4.0, o conjunto sustenta multitarefa pesada sem drama: quem usa a máquina para software de engenharia e jogos AAA ao mesmo tempo relata que ela não trava nem esquenta além do aceitável, e é uma descrição justa do que a máquina entrega. O freio é a placa de vídeo, e é um freio real. A RTX 3050 aqui roda em 70-75W, sem o corte de potência que alguns fabricantes aplicam para caber em chassi fino — isso é bom e rende o que se espera dela: 160-180 FPS em Valorant e CS2, 130-140 em Apex Legends, 90-95 em Forza Horizon 5 no alto, 60-65 em Red Dead Redemption 2 no médio e algo em torno de 48-50 em Cyberpunk 2077 no médio. Para jogo competitivo aproveitando os 144Hz da tela, é mais do que suficiente. O problema são os 4GB de VRAM. Em títulos lançados de 2024 para cá, 4GB estoura mesmo em 1080p com textura no médio, e quando estoura o efeito não é perder alguns quadros: é engasgo, textura carregando atrasada e queda brusca de fluidez, porque a placa passa a usar a memória do sistema, muito mais lenta. Ativar o DLSS ajuda e vai ser necessário com frequência — é a tecnologia da NVIDIA que renderiza o jogo numa resolução menor e reconstrói a imagem final por inteligência artificial, aliviando a placa. Mas é uma limitação que nenhum upgrade resolve, e que vai apertar mais a cada ano.
Lenovo
A diferença aparece em tudo que usa vários núcleos ao mesmo tempo — compilar código, renderizar vídeo, rodar software de engenharia com o jogo minimizado — e aparece também na estabilidade de taxa de quadros em jogos que dependem muito do processador, que é o caso de qualquer título competitivo com muita gente na tela. A memória acompanha e é um acerto discreto desta configuração: os 16GB vêm como dois pentes de 8GB, ou seja, canal duplo desde o primeiro boot — os dois módulos conversando com o processador em paralelo, o que praticamente dobra a velocidade de acesso à memória. Boa parte da concorrência ainda sai de fábrica com 8GB em pente único e cobra do comprador um upgrade imediato para não engasgar. Aqui isso não é necessário, e quem já usa o aparelho para jogar e rodar programas pesados ao mesmo tempo confirma que ele não trava nem reclama. A placa de vídeo é o ponto que exige mais atenção, e por um motivo positivo antes do negativo. Esta RTX 3050 é a variante de 6GB e roda em 95W, que é a potência máxima que a NVIDIA libera para ela — muito acima dos 50W a 70W em que a mesma placa aparece travada em chassis mais finos. O resultado é uma placa que entrega o que ela realmente pode: em Valorant, algo em torno de 120 FPS no ultra e acima de 150 no alto, o suficiente para aproveitar os 144Hz da tela; cerca de 150 FPS em GTA V; algo em torno de 60 FPS em God of War; e na faixa de 45 a 60 FPS em Cyberpunk 2077 no médio sem ray tracing, subindo para a casa dos 55 a 75 com o DLSS ligado — a tecnologia da NVIDIA que renderiza o jogo numa resolução menor e reconstrói a imagem final por inteligência artificial. Os 6GB de VRAM também importam: é o que separa "roda no médio" de "roda no médio engasgando", porque quando a memória da placa estoura o jogo passa a usar a RAM do sistema, muito mais lenta, e o sintoma é textura carregando atrasada e queda brusca de fluidez. Com 4GB isso já acontece hoje em vários lançamentos; com 6GB, ainda não. O limite real é a geração. A série RTX 30 não tem geração de quadros, o recurso do DLSS 3 que cria quadros intermediários por IA e é hoje o que mantém placas de entrada rodando jogos novos com folga. Uma RTX 4050, que existe nesta mesma faixa de preço, tem. Para jogo competitivo e para AAA dos últimos anos no médio, o LOQ resolve com sobra; para lançamentos pesados de 2027 e 2028, a placa mais nova vai envelhecer melhor.
TelaAsus7Lenovo8,5
Asus
O painel é de nível IPS, com bons ângulos de visão e acabamento antirreflexo, e a resolução Full HD é a escolha certa para esta placa de vídeo: subir para 1440p aqui só serviria para derrubar a taxa de quadros. O que decepciona é tudo que não é a taxa de atualização. Os 250 nits de brilho são baixos até para uso interno em sala bem iluminada, e sob luz forte ou perto de janela a tela realmente sofre — é uma reclamação recorrente de quem usa o aparelho. A cobertura de 62,5% do espaço sRGB significa que o painel reproduz pouco mais de três quintos das cores que um monitor comum consegue, o que na prática deixa tudo mais lavado e sem saturação. Para jogar, ninguém vai perceber depois da primeira semana; para editar foto, mexer com design ou qualquer coisa em que a cor precise estar certa, esse painel não serve, e é justamente esse o público de estudante de arquitetura que costuma olhar para esta máquina. Vale contar com um monitor externo se o trabalho envolver cor.
Lenovo
Em termos práticos: a tela do LOQ reproduz o espectro de cores inteiro que um monitor comum consegue, e a concorrência reproduz pouco mais de três quintos dele. A diferença não é sutil. Cor de pele em jogo, vermelho de interface, gradiente de céu — tudo o que fica lavado nos rivais aparece saturado aqui. O brilho de 300 nits também muda o uso. Não é tela de usar ao ar livre, mas em sala bem iluminada ou perto de janela ela se defende, e isso é justamente a reclamação mais frequente de quem compra notebook gamer barato. O acabamento é antirreflexo, os ângulos de visão são bons e o retorno de quem usa o aparelho é consistente em citar a qualidade de imagem como um dos pontos altos. A consequência prática vale ser dita porque muda o público do aparelho: com 100% de sRGB, este notebook serve para editar foto, mexer com design e trabalhar com cor de verdade, coisa que um gamer de entrada normalmente não permite. Estudante de arquitetura ou de design que precisa de placa dedicada para renderizar e de tela confiável para apresentar trabalho encontra aqui as duas coisas na mesma máquina. O que ainda falta para o painel ser irretocável é pouco: a taxa fica nos 144Hz enquanto parte da concorrência já flerta com 165Hz, e a resolução para em Full HD — que, diga-se, é a escolha certa para esta placa de vídeo.
BateriaAsus6,5Lenovo6,5
Asus
Compradores confirmam o padrão: a autonomia é aceitável para tarefas leves e despenca assim que o modo de alto desempenho entra. Nenhum notebook gamer dessa faixa se sai muito diferente — quem espera autonomia de ultrabook está olhando para a categoria errada, e não para este aparelho em particular. Existe ainda um detalhe prático que pesa mais do que o número em si. Jogar na bateria não é só questão de duração — o notebook reduz o desempenho quando desconectado, então a experiência de jogo longe da tomada é pior em todos os sentidos. E a fonte é um tijolo de 180W, que somado aos 2,3 kg da máquina faz um conjunto de transporte bem pouco simpático. Este é um notebook para usar em cima de uma mesa com tomada por perto, não um portátil que se leva para a faculdade e se usa a manhã inteira. Quem precisa das duas coisas vai acabar carregando dois aparelhos.
Lenovo
A conta fecha em algo entre 2h30 e 3h30 em navegação e trabalho de escritório com o brilho controlado, e em torno de uma hora e meia jogando. É uma autonomia mais curta do que a de rivais com processadores de linha H, que consomem menos e chegam a passar de quatro horas em uso leve — o LOQ trocou eficiência por núcleos, e isso tem preço. Há dois atenuantes reais. O primeiro é a carga rápida: o aparelho chega a 50% de bateria em cerca de meia hora, o que na prática resolve a maior parte dos casos de "esqueci de carregar" e vale mais no dia a dia do que meia hora extra de autonomia. O segundo é o chip LA1, que a Lenovo colocou para distribuir energia entre processador e placa de vídeo conforme a carga do momento, e que ajuda a segurar o consumo fora do jogo. Compradores confirmam o padrão geral: elogiam desempenho e velocidade e apontam a bateria como o ponto fraco, o que é a descrição justa do aparelho. Vale registrar um detalhe prático que gera confusão na compra. A fonte desta configuração é de 170W, e está correta — os 230W que aparecem em anúncios do LOQ são das versões com RTX 4060, que consomem mais. Já houve comprador achando que recebeu a fonte errada por causa disso. O que continua valendo é o de sempre na categoria: jogar na bateria reduz o desempenho, então esta é uma máquina para usar em cima de uma mesa com tomada por perto, e o conjunto de 2,38 kg mais um carregador desse tamanho não é o que se leva para a faculdade todo dia sem reclamar.
Construção / teclado / trackpadAsus8Lenovo7
Asus
Não é enfeite de marketing num aparelho que vai viver dentro de mochila, e é uma validação que a maioria dos concorrentes diretos não tem. O preço disso é o peso: 2,3 kg é bastante, mesmo para um 15 polegadas gamer. O teclado é um dos melhores pontos do aparelho e aparece com frequência entre os elogios de quem comprou. Layout ABNT2 completo com bloco numérico, curso de cerca de 1,7 mm — generoso para um notebook — e retroiluminação RGB de uma zona com três níveis de intensidade, com iluminação homogênea e sem vazamento. Digitar nele por horas é confortável, e o numérico faz diferença real para quem trabalha com planilha ou software técnico. O trackpad é de tamanho adequado e preciso o bastante para o uso fora do jogo, que é o que se pede dele numa máquina em que o mouse é obrigatório de qualquer forma. A refrigeração de duas ventoinhas Arc Flow segura bem o conjunto: a CPU estabiliza perto de 85°C e a GPU em torno de 78°C sob carga sustentada, temperaturas seguras e melhores do que boa parte da faixa. O custo é acústico. No perfil silencioso a máquina fica em torno de 35 dB, aceitável; no de desempenho sobe para uns 42 dB; e no Turbo chega perto de 49 dB, que é barulho de verdade — fone de ouvido deixa de ser opcional. Os alto-falantes, aliás, são o elo fraco do conjunto: dão conta de vídeo e chamada, mas praticamente não têm grave, e a webcam de 720p é fraca para o padrão atual.
Lenovo
Com 2,19 a 2,39 cm de espessura, ele é mais fino que a média da categoria, e os 2,38 kg são o preço disso somado ao sistema de refrigeração. O teclado é ABNT2 completo com bloco numérico e retroiluminação branca de uma zona — funcional, confortável para digitar por horas, mas sem RGB, o que alguns rivais oferecem no mesmo preço. O trackpad é preciso o bastante para o uso fora do jogo, que é o que se pede dele numa máquina em que o mouse é obrigatório. A webcam é Full HD, um degrau acima do 720p que ainda domina a faixa, e faz diferença real para quem usa o notebook em chamada de trabalho ou aula. O que segura a nota é a refrigeração, e aqui é preciso separar duas coisas. A primeira é o ruído, que é consistente e esperado: a ventoinha vai ao máximo assim que o jogo carrega e não desce, e é uma queixa recorrente entre donos do aparelho — fone de ouvido deixa de ser opcional em sessão longa. Fora do jogo, em navegação e trabalho, a máquina fica bem mais discreta e a maioria descreve o comportamento como tranquilo. A segunda é mais séria e merece atenção na compra. Há registro de unidade com aquecimento fora do normal, com o processador batendo entre 95°C e 100°C mesmo em tarefas leves e entrando em redução de desempenho por temperatura — o que causa lentidão geral e travamento. É caso isolado e não representa o comportamento da máquina: a maior parte dos donos relata temperaturas na casa dos 60°C a 70°C em uso comum e nenhum problema. Mas é uma falha grave o bastante para valer trinta minutos de checagem na primeira semana. O conselho prático é direto: nos primeiros dias, rode um jogo pesado por meia hora com um monitor de temperatura aberto e confira onde o processador estabiliza. Se passar dos 95°C em tarefa leve, é caso de troca dentro do prazo da loja, que é sempre mais rápido do que acionar a garantia depois.
Armazenamento / expansibilidadeAsus8,5Lenovo8
Asus
Dá para chegar a 64GB de RAM trocando os pentes e para adicionar um segundo SSD sem tocar no original, tudo por baixo da tampa inferior. É o tipo de flexibilidade que a maioria dos rivais de entrada não oferece, e é o que faz esta máquina envelhecer melhor do que a ficha sugere. Entre quem já tem o aparelho, o teto de 64GB e o segundo slot de SSD estão entre os pontos mais citados como motivo da compra — é um notebook que muita gente escolhe pelo que ele pode virar depois. A ressalva fica por conta do tamanho do disco de fábrica. Com Windows instalado, sobram algo em torno de 450GB reais, e dois ou três jogos AAA modernos consomem isso inteiro — Call of Duty sozinho passa de 100GB. Quem tem biblioteca grande vai encostar no teto rápido. A boa notícia é que a solução está prevista no projeto: o segundo slot M.2 existe justamente para isso, e adicionar um SSD ali é um procedimento de dez minutos que não exige reinstalar nada. Vale entrar na compra já contando com essa peça no orçamento e confirmar antes qual formato o slot livre aceita, porque isso determina quais SSDs servem.
Lenovo
A máquina sai com dois slots SO-DIMM ocupados por pentes de 8GB e um segundo slot M.2 livre, ambos acessíveis por baixo da tampa inferior. Trocar os dois pentes leva a 32GB sem esforço, e módulos que somam 64GB aparecem nas listas de compatibilidade dos fabricantes de memória, ainda que acima do que a Lenovo documenta oficialmente. Adicionar um segundo SSD é procedimento de dez minutos que não exige reinstalar nada. A ressalva é o tamanho do disco de fábrica, e ela é concreta. Com o Windows instalado sobram algo em torno de 450GB reais, e dois ou três jogos AAA modernos consomem isso inteiro — Call of Duty sozinho passa de 100GB. Quem tem biblioteca grande vai encostar no teto no primeiro mês. Vale entrar na compra já contando com um SSD extra no orçamento, e vale confirmar o formato antes de comprar a peça: o LOQ usa slots que aceitam tanto o M.2 2242, mais curto, quanto o M.2 2280, mais comprido, e há unidades que saem de fábrica com um drive 2242 montado sobre um adaptador. Abrir a tampa e olhar antes de encomendar o SSD evita comprar a peça errada — é o erro mais comum nesse upgrade específico.
Suporte / softwareAsus6,5Lenovo7,5
Asus
É útil e faz falta se removido — é por ele que se troca entre os modos silencioso, desempenho e Turbo —, mas é pesado, insiste em rodar em segundo plano e vem acompanhado de utilitários que a maioria das pessoas nunca vai abrir. Os drivers ficam disponíveis no site de suporte e a ASUS mantém a linha TUF atualizada com regularidade, o que é esperado de uma família de produto tão volumosa. O ponto que puxa a nota para baixo é o pós-venda no Brasil, e vale entrar na compra sabendo disso. A ASUS responde à grande maioria das reclamações formais registradas contra ela e resolve perto de 90% dos casos, o que não é ruim — mas o tempo médio de resposta passa de duas semanas, e existem relatos específicos deste modelo que merecem atenção: defeito em módulo de memória com recusa inicial de reparo, e um caso de negativa de suporte depois que o comprador trocou o sistema operacional (o que, vale registrar, não é motivo legítimo para perda de garantia sobre defeito de hardware pelo Código de Defesa do Consumidor). São casos isolados dentro de uma base grande de compradores majoritariamente satisfeitos — a linha mantém média em torno de 4,8 de 5 nos marketplaces —, mas o padrão de lentidão é consistente o bastante para contar. A garantia é de 1 ano, o que aqui não conta como demérito — é o que toda a concorrência direta oferece no Brasil. O conselho prático é direto: teste tudo nos primeiros dias, porque é dentro do prazo de troca da loja que um defeito de fábrica se resolve rápido, sem depender do tempo de resposta da fabricante.
Lenovo
É um utilitário leve, longe do peso de pacotes equivalentes da concorrência, e o LOQ não chega carregado de bloatware — a máquina começa a ser usada sem uma faxina de desinstalação. A Lenovo mantém a linha atualizada com regularidade e disponibiliza os drivers de forma organizada na página de suporte do modelo. O pós-venda no Brasil é o ponto mais forte da Lenovo entre os fabricantes desta faixa, e vale dar o crédito. A empresa mantém reputação máxima no Reclame Aqui, com nota 8,4 de 10 no último semestre, 90,5% das reclamações resolvidas e um tempo médio de resposta de pouco mais de doze dias — melhor do que o de concorrentes diretos, onde a espera passa das duas semanas. Entre quem chegou a reclamar formalmente, quase 79% dizem que voltariam a comprar da marca, o que é um número alto para esse tipo de amostra. O que impede a nota de subir mais é a rede física de assistência, que aparece com frequência entre as queixas: encontrar um centro autorizado é difícil fora das capitais, e o prazo de reparo se estende quando o notebook precisa viajar. Some a isso o relato de recusa em substituir aparelho com defeito de aquecimento, com a empresa oferecendo apenas reparo — vale lembrar que, pelo Código de Defesa do Consumidor, defeito não sanado em 30 dias dá ao comprador o direito de escolher entre troca, devolução do valor ou abatimento no preço. A garantia é de 1 ano, o que aqui não conta como demérito: é o que toda a concorrência direta oferece no Brasil.
Custo-benefícioAsus6,5Lenovo8
Asus
O que decide a compra aqui é o que você joga. Os rivais diretos — Acer Nitro V15 e Lenovo LOQ — entregam RTX 3050 de 6GB por preço equivalente, e o Nitro na versão com RTX 4050 traz uma geração mais nova de placa, com DLSS 3 e geração de quadros, recursos que a série 30 não tem. É uma vantagem real e é o motivo de este não ser o notebook certo para quem quer rodar lançamentos AAA nos próximos anos. Em compensação, o A15 é o mais bem resolvido em tudo que cerca a placa: 16GB em canal duplo de fábrica enquanto boa parte da faixa ainda sai com 8GB em pente único, chassi certificado MIL-STD-810H, refrigeração de duas ventoinhas segurando 78°C na GPU e um teclado bem acima da média da categoria. Para quem vive de jogo competitivo, onde 4GB de VRAM não chega a ser gargalo e os 144Hz são o que importa, esse conjunto vence — e vence com uma máquina que aguenta mochila e envelhece bem por dentro, com dois slots de RAM e um M.2 livre esperando upgrade.
Lenovo
O que faz esse limiar se sustentar é a soma de vantagens que nenhum concorrente da faixa reúne ao mesmo tempo. Os rivais diretos — Acer Nitro V15 e ASUS TUF Gaming A15 — costumam sair com processador de 6 a 8 núcleos, painel de 250 nits com cerca de 62% de sRGB e, nas versões mais baratas, 8GB de RAM em pente único; o TUF, em algumas configurações, ainda traz a RTX 3050 na variante de apenas 4GB, rodando em 70W a 75W. O LOQ chega com 10 núcleos, 16GB em canal duplo de fábrica, 6GB de VRAM rodando nos 95W completos e uma tela de 100% sRGB. É diferença suficiente para mudar o que a máquina consegue fazer, não só o número na ficha. O contraponto honesto é a geração da placa. Nesta mesma faixa existe o Acer Nitro V15 com RTX 4050, que traz DLSS 3 com geração de quadros e vai envelhecer melhor diante de lançamentos pesados — em troca de um processador mais fraco e de metade da memória RAM. A escolha é essa e é clara: quem joga competitivo, mexe com cor ou quer a máquina mais completa hoje leva o LOQ; quem só quer rodar AAA novo pelo maior tempo possível leva a 4050.
Veredito finalAsus7,1Lenovo7,6
Asus
O chassi certificado em teste militar e a dobradiça firme completam um conjunto que passa confiança para uso diário pesado. O que impede a recomendação entusiasmada é um componente só, e é o mais importante numa máquina vendida para jogar: a RTX 3050 de 4GB. Ela roda em potência plena, entrega bem em título competitivo e dá conta de AAA no médio com DLSS, mas 4GB de VRAM é um teto que já aperta hoje e vai apertar mais, e é o único item desta máquina que nenhum upgrade conserta. Concorrentes diretos de preço equivalente entregam 6GB — e alguns entregam uma geração de placa mais nova. Os outros limites são os da categoria e não surpreendem ninguém: bateria de 1,5 a 2 horas em jogo, 2,3 kg mais fonte de 180W, tela com brilho e cor fracos e ventoinha alta no modo Turbo. O suporte lento da ASUS no Brasil é o único desses que não dá para creditar à categoria. A recomendação prática: se você joga principalmente Valorant, CS2, League of Legends, Apex e afins, esta máquina resolve com folga e os 144Hz são bem aproveitados — compre, orce um SSD para o slot livre junto e aproveite o resto do pacote, que é bom. Se o plano é rodar lançamentos AAA nos próximos três ou quatro anos, o caminho é o Lenovo LOQ ou o Acer Nitro V15, que trazem RTX 3050 de 6GB pelo mesmo dinheiro — e, se o orçamento esticar um pouco, a versão do Nitro com RTX 4050 é a que envelhece melhor de todas. Você abre mão do teclado e do chassi TUF, mas ganha a memória de vídeo que este aqui não tem. E se a ideia é levar o notebook para a faculdade todo dia, considere que 2,3 kg mais o carregador é um compromisso diário que muita gente subestima na hora da compra.
Lenovo
Ele acerta justamente onde a categoria costuma economizar escondido: um processador HX de 10 núcleos em vez do H de 8 que todo mundo usa, a RTX 3050 na variante de 6GB rodando nos 95W completos em vez de travada, 16GB em canal duplo de fábrica em vez de 8GB em pente único, e uma tela de 300 nits com 100% de sRGB no lugar do painel lavado de praxe. Some a expansibilidade — dois slots de RAM e um M.2 sobrando — e o melhor pós-venda entre os fabricantes da faixa, e o conjunto se explica sozinho. Os limites são conhecidos e a maioria é da categoria, não deste aparelho: 2,38 kg mais uma fonte de 170W, ventoinha que sobe e não desce durante o jogo, e uma autonomia de 2h30 a 3h30 em uso leve que fica até abaixo da média dos rivais, porque o processador de desktop cobra em bateria o que entrega em núcleos. Dois pontos são específicos e merecem atenção real: o registro de unidade com aquecimento anormal, que justifica um teste de temperatura nos primeiros dias, e a dificuldade de encontrar assistência autorizada fora das capitais. A recomendação prática: se você joga competitivo, roda AAA no médio, estuda engenharia ou arquitetura, ou trabalha com qualquer coisa em que a cor da tela importe, este é o notebook a comprar nesta faixa — orce um SSD para o slot livre junto e confira o formato antes de encomendar a peça. Se o plano é rodar lançamentos AAA pesados pelos próximos três ou quatro anos e nada mais, o caminho é o Acer Nitro V15 na versão com RTX 4050, que tem a geração de quadros do DLSS 3 que a série 30 não tem — você abre mão do processador, da memória e da tela, mas ganha a placa que envelhece melhor. E se a ideia é carregar o notebook para a faculdade todos os dias, considere que 2,38 kg mais o carregador é um compromisso diário que muita gente subestima na hora da compra.
Ficha técnica lado a lado
| Especificação | ASUS TUF Gaming A15 é bom? Vale a pena? | Notebook Gamer Lenovo LOQ é bom? Vale a pena? |
|---|---|---|
| Processador | AMD Ryzen 7 7445HS | Intel Core i5-13450HX |
| Memória RAM | 16 GB | 16 GB |
| Armazenamento | 512 GB | 512 GB |
| Tela | 15,6 " | 15,6 " |
| Bateria | 48Wh | 60Wh |
| Peso | 2,30 kg | 2.38 kg |
Veredito
O confronto se decide em dois blocos que puxam para lados opostos. O conjunto placa de vídeo mais tela é do Lenovo, e é a parte que mais pesa num gamer: 6GB de memória de vídeo em 95W contra 4GB em 70 a 75W, e um painel de 300 nits com 100% de cobertura sRGB — nits medem o quanto a tela ilumina, e o sRGB é o padrão de referência de cor — contra 250 nits e 62,5% de sRGB no ASUS. O acabamento e a expansão são do TUF: teclado ABNT2 com curso de 1,7 mm e retroiluminação RGB contra a iluminação branca de uma zona do rival, chassi com certificação militar MIL-STD-810H e teto de memória documentado em 64GB, contra os 32GB oficiais do Lenovo.
Compre o Lenovo LOQ, até R$ 6.500, se você quer a máquina mais potente e mais completa pelo mesmo dinheiro — e é a recomendação para a maioria das pessoas. Ele serve para quem joga competitivo, para quem quer rodar AAA no médio pelos próximos anos sem esbarrar no teto de 4GB de memória de vídeo, e para quem estuda arquitetura, design ou qualquer coisa em que a cor da tela precise estar certa, porque o painel de 100% sRGB faz as duas coisas na mesma máquina. O pós-venda também joga a favor: a Lenovo responde mais rápido e resolve mais, e o software de fábrica é leve. O preço da escolha é conviver com a ventoinha que sobe e não desce em jogo, com a autonomia mais curta em uso leve e com um cuidado concreto — vale acompanhar a temperatura do processador nos primeiros dias, porque aparecem casos isolados de aquecimento anormal nesta linha, e é justamente quando a troca ainda é simples.
Compre o ASUS TUF A15, até R$ 6.000, se o que você mais valoriza é o acabamento e a tranquilidade. É a escolha de quem joga principalmente competitivo — onde 4GB de memória de vídeo não chega a ser gargalo e o que conta são os 144Hz da tela, que as duas máquinas alimentam com folga em títulos leves como Valorant. Você leva o melhor teclado da dupla, o chassi mais bem validado, o maior teto de memória documentado para expandir lá na frente e nenhum histórico do aquecimento que aparece em unidades isoladas do LOQ. Em compensação, entrega menos placa de vídeo e uma tela de cores lavadas pelo mesmo dinheiro — daí o limiar mais apertado.
Duas coisas valem para os dois. O armazenamento é o mesmo aperto: com o Windows instalado sobram cerca de 450GB, e dois ou três jogos AAA modernos consomem isso inteiro, então convém orçar um SSD extra junto com a compra — os dois têm um segundo slot M.2 livre para isso, mas confirme o formato do slot no LOQ antes de encomendar a peça, porque a documentação dele oscila entre 2242 e 2280. E a bateria empata com caráter diferente: os dois reduzem desempenho fora da tomada e nenhum deles joga sem carregador, mas o TUF dura mais em uso leve, cerca de 5 horas contra 2h30 a 3h30 do Lenovo, enquanto o LOQ se recupera mais rápido, chegando a 50% em torno de meia hora. Se você trabalha longe da tomada, o ASUS aguenta mais; se o seu problema é esquecer de carregar, o Lenovo perdoa mais.
E se o seu único plano é rodar os lançamentos AAA mais pesados pelo maior tempo possível, nenhum dos dois é o ideal: as duas placas são da geração Ampere e não têm a geração de quadros do DLSS 3 — o recurso das placas RTX 40 que cria quadros intermediários por inteligência artificial. Nessa faixa existe o Acer Nitro V15 na versão com RTX 4050, que traz esse recurso e envelhece melhor diante de jogos futuros; você abre mão do teclado e do chassi do TUF e da tela e do processador do LOQ, mas ganha a placa mais moderna. Fora esse caso específico, na dúvida entre os dois, o LOQ é o que entrega mais máquina pelo dinheiro.
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